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	<title>Esboço de uma teoria psicológica</title>
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		<title>Esboço de uma teoria psicológica</title>
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		<title>Problemas Técnicos</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 22:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu computador está quebrado, as postagens ficarão meio irregulares até eu resolver isso, ok?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=69&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu computador está quebrado, as postagens ficarão meio irregulares até eu resolver isso, ok?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/69/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=69&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Crença e Extensão</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 00:49:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apresentei no post anterior uma propriedade sem antes conceituá-la, pois acredito que ela necessite de uma página só para si. Eu disse que a diminuição do radicalismo acarreta numa menor possibilidade de sucesso numa meta, porque há uma diminuição na capacidade de extensão do objetivo. No meu texto conceitual sobre extensão¹, eu enfatizei que existiam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=67&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:8pt;">Apresentei no post anterior uma propriedade sem antes conceituá-la, pois acredito que ela necessite de uma página só para si. Eu disse que a diminuição do radicalismo acarreta numa menor possibilidade de sucesso numa meta, porque <strong>há uma diminuição na capacidade de extensão do objetivo</strong>.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">No meu texto conceitual sobre extensão¹, eu enfatizei que existiam relativizações que influenciavam no processo de extensão. Contudo, ative-me a falar disso apenas em relação às atitudes, limitando o pensamento. A verdade é que o processo extensivo por sí só é influenciado por diversas Linhas de Crença, cujo resultado final é o sentimento ou crença que se extende.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Trazendo o mesmo exemplo que usei no post conceitual de extensão, imaginemos que um indivíduo assiste a um filme no qual a protagonista é interpretada por um ator que detesta. Muito possivelmente essa pessoa não irá gostar do filme inteiro, visto que o ator é uma parte enorme dele. Contudo, devo acrescentar que a intensidade do sentimento contrário ao ator é proporcional à intensidade do sentimento contrário ao filme e ao nível da extensão em si.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Por exemplo, se uma pessoa vê num telejornal uma reportagem que diz que uma professora agrediu um aluno de sua classe, é possível que fique um pouco irritada e fortaleça seu sentimento negativo para com o sistema educacional do país (extensão). Contudo, se o seu filho chega em casa dizendo que foi extremamente agredido e humilhado por uma professora, essa pessoa pode vir a desenvolver um pré-conceito com a classe das professoras, julgando-as perversas, além de também criticar, em toda oportunidade, a <strong>falência</strong> do sistema educacional e, ainda, sentir-se mal toda vez que entrar num ambiente escolar ou deixar o filho sozinho com quaisquer outros adultos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Acho que foi possível perceber o quanto a extensão pode variar a partir da relativização por estímulo, mas isso também acontece com as outras relativizações, que já expliquei aqui em maioria. Fazendo uma ponte com a postagem anterior, o estabelecimento de uma meta radical envolve uma disposição emocional maior, pois todas as energias estão concentradas naquilo. A extensão, portanto, é mais ampla e intensa, como se aquela gama de sentimentos envolvidos no desejo do objetivo escoassem para tudo o que está relacionado a ele.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Um abraço e até mais.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">¹ http://subjetividadematematica.wordpress.com/2009/09/26/extensao/</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=67&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Formando metas, adequando desejos</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 02:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em diversos momentos da vida temos de decidir diversos passos para alcançar um objetivo. A definição desses objetivos é um processo de extremo envolvimento emocional, já que estamos deixando de lado centenas de possíveis vidas que poderíamos trilhar em prol de uma que acreditamos ser a melhor (ou em várias que se conciliem). Sempre pensamos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=64&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:8pt;">Em diversos momentos da vida temos de decidir diversos passos para alcançar um objetivo. A definição desses objetivos é um processo de extremo envolvimento emocional, já que estamos deixando de lado centenas de possíveis vidas que poderíamos trilhar em prol de uma que acreditamos ser a melhor (ou em várias que se conciliem).<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Sempre pensamos esse procedimento como algo que vem do desejo para a meta, apenas nesse sentido. Além disso, muitos acreditam que esse momento é sempre pensado a partir de uma pausa analítica em que se pesam com cuidado os prós e contras de cada opção. A &#8220;decisão&#8221; de seguir uma profissão, por exemplo, nos parece algo que nos foi um extenso objeto de pesquisa que rendeu uma conclusão específica: devo seguir tal carreira.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">A primeira das afirmações, a formação dos objetivos vem apenas do desejo para a meta, é extremamente limitante. A definição de um objetivo cria uma tendência de valorização do mesmo, e, por extensão, diversos elementos passam a ser importantes e desejáveis. <strong>Há uma mudança de opinião aí. </strong>Então, uma pessoa que decidiu fazer vestibular para medicina, mesmo que antes tenha tido nojo de vários aspectos do corpo humano, pode passar a aturá-los ou até mesmo achá-los interessantes de se estudar, já que esse é um dos fatores que a fará uma boa médica.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">A segunda afirmação é uma hipótese possível, mas nem sempre é o que ocorre (normalmente não é). O estabelecimento de uma meta envolve diversos desejos tanto do passado quanto do presente do indivíduo, incluindo desejos que não têm muito a ver com o objetivo em si. Por exemplo, o curso de Medicina tem extremo valor social e financeiro no Brasil, o que obviamente estimula pessoas que desejam essas duas coisas a procurá-lo, mesmo que não tenham um interesse particular no estudo da cura. Isso nem sempre é tão levado a um pensamento elaborado, apenas se reconhece aquela característica, ela passa por um filtro positivo e leva a uma atitude de aproximação (Linha de Crença positiva).<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">É possível, então, que o desejo pelo valor social e financeiro do curso de Medicina leve à elevação da aprovação no vestibular ao <em>status</em> de meta, acarretando na extensão que mencionei no terceiro parágrafo. Temos, novamente, o objetivo como fruto e raiz de mudanças importantes no sistema de crenças do indivíduo.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Retomarei agora minha reflexão no post anterior a respeito de como lidar com contradições, aplicando-a às metas. Se uma pessoa deve decidir entre metas, a escolha deve levar em conta o quanto cada meta se exclui das outras. A decisão por objetivos menos radicais, além de possibilitar alterações de rumo, também diminui a carência por aquilo que foi deixado de lado quando se optou por uma coisa e não outra. O porém é que, com menos radicalismo, menos possibilidade de sucesso naquela meta específica (pois há uma diminuição na capacidade de extensão daquele objetivo, o indivíduo passa a dar &#8220;menos suor&#8221; para chegar onde deseja). Esse problema é grandioso e trataremos dele em breve.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Um abraço e até a próxima.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=64&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Contradições</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 00:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O post de hoje nos ajudará a pensar a respeito de algo que venho insistentemente citando: a capacidade humana de agir segundo um ponto de vista momentâneo. A partir daí também poderemos, futuramente, fazer a pergunta &#8220;quem sou eu&#8221; de forma diferenciada. O que um indivíduo faz quando é totalmente contra o racismo, mas tem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=60&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O post de hoje nos ajudará a pensar a respeito de algo que venho insistentemente citando: a capacidade humana de agir segundo um ponto de vista momentâneo. A partir daí também poderemos, futuramente, fazer a pergunta &#8220;quem sou eu&#8221; de forma diferenciada.</p>
<p>O que um indivíduo faz quando é totalmente contra o racismo, mas tem uma mãe – a quem ama muito – que é racista? Ou pior, como ele sabe quando está sendo altruísta demais, ou de menos. Como saber se estamos agindo certo (ou seja, como estabelecer se somos ou não culpados) se duas fontes extremamente confiáveis nos dão opiniões opostas?</p>
<p>Esses questionamentos são mais do que diários, ocorrem diversas vezes por minuto dentro da mente de todo humano social. Erramos e acertamos a todo o tempo por escolher essa ou aquela pressão como sendo a mais correta. Nesse jogo, nem sempre vence o mais inteligente, nem o mais forte, mas o que teve sorte. Contudo, esse que teve a sorte dessa vez poderá perdê-la em outro momento (e irá).</p>
<p>O que esse jogo incompreensível nos traz? Primeiro, uma eterna busca por regras, por perfis ideais – mesmo que esse perfil seja o de alguém que não busque regras. Segundo, centenas de milhares de falácias a respeito de nós e dos outros. Por exemplo, alguns decidem que se um indivíduo pára de falar com a mãe, mesmo ela sendo racista, ele é uma pessoa sem coração. Ou um amigo pode nos cobrar que o visitemos cinco vezes por semana, e caso não o façamos, ele sinta-se totalmente abandonado e nos julgue egoísta. E talvez (porque o julgamento de um amigo é uma pressão social forte), passemos a acreditar que ele está correto e a culpa se estabelecerá.</p>
<p>Não há como uma pessoa não cair nunca nesse tipo de falácia, ninguém tem &#8220;parâmetros sociais perfeitos&#8221;, até porque eles mudam a todo tempo! A convivência com as contradições só é pacífica com o estabelecimento de crenças ideais sem, contudo, radicalismos. Quanto mais um homem se incline para a intolerância ao racismo, e suas atitudes sejam cada vez mais anti-sociais no que tange ao assunto, mais ele será condenado por essa atitude. Expor-se a diferentes opiniões e ter a humildade de ajustar o rumo quando se perceber inadequado é o que sinto ser a forma mais equilibrada de agir (mas busque outras fontes além de mim antes de fazer as coisas de acordo com o que digo).</p>
<p>Assim que eu entrar nos meus pensamentos a respeito do desenvolvimento da mente humana, falarei muito mais sobre contradições. Hoje quis apenas enfatizar a dimensão que elas tomam no nosso dia-a-dia.</p>
<p>Até breve.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/60/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=60&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Culpa</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 23:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quantas vezes por dia um ser humano tem medo de ser responsável por algo que considera errado? E quantas outras vezes esse mesmo indivíduo pune-se por erros que cometeu, mesmo que não tivesse outra alternativa senão comete-los. A culpa nos acompanha desde antes de tirarmos a cabeça do travesseiro até depois de a colocarmos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=58&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas vezes por dia um ser humano tem medo de ser responsável por algo que considera errado? E quantas outras vezes esse mesmo indivíduo pune-se por erros que cometeu, mesmo que não tivesse outra alternativa senão comete-los. A culpa nos acompanha desde antes de tirarmos a cabeça do travesseiro até depois de a colocarmos de volta. Ela é o nosso maior guia social.
</p>
<p>Definamos primeiro o que é culpa. Não me parece ser um sentimento (costumo pensar o sentimento como uma sensação física), visto que alcançamos emoções extremamente semelhantes em outras situações (de ansiedade, por exemplo). Creio que seja uma crença cujos sentimentos podemos, em maioria, prever. Culpar-se é julgar-se responsável ou &#8220;responsabilizável&#8221; por algo que consideramos errado, negativo de alguma forma. Como essa crença toca diretamente na auto-estima, costumamos sentir tristeza, angústia e medo (tanto quando se trata de alguma atitude nossa que achamos que <em>pode</em> ser errada, quanto o problema é a punição correspondente àquela atitude incorreta).
</p>
<p>Então, o que é mais importante para entender como um indivíduo se culpa é entender o que ele considera como comportamento ideal. Contudo, não podemos esquecer que isso varia a partir do ponto de vista que aquela pessoa está analisando no momento. Não basta perguntarmos a ela o que ela considera ideal (apesar de isso ser útil), mas sim percebermos como ela vê sucesso e insucesso em outras situações.
</p>
<p>O que transforma a culpa numa grande doença social atual não é, porém, o fato de os indivíduos idealizarem cada vez mais seus próprios comportamentos. O problema é que quando se ensina uma criança a tomar responsabilidade pelos seus atos (e isso se repete durante toda a vida), o erro é vinculado ao sujeito, e não à ação. Uma mãe pode dizer ao filho que ele foi um &#8220;menino mau&#8221; quando ele quebrou o brinquedo do coleguinha, em vez de enfatizar <strong>a atitude</strong> como inadequada.
</p>
<p>Isso termina criando perfis mentais que nos dizem &#8220;quem ser&#8221;. Como nunca alcançaremos esse alguém que devemos ser, frustramo-nos e entramos no grande grupo dos que adoeceram de tanta culpa.
</p>
<p>Até mais!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/58/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=58&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lidando com a Esperança</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 02:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como prometido, estou aqui para falar um pouco sobre as vantagens e desvantagens dos dois principais modelos de esperança, que descrevi no último post. Contudo, devo salientar a importância da discussão de hoje, pois é nela onde primeiro enfatizarei a maior força de união da sociedade: a culpa. A forma como um indivíduo encara a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=56&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:8pt;">Como prometido, estou aqui para falar um pouco sobre as vantagens e desvantagens dos dois principais modelos de esperança, que descrevi no último post. Contudo, devo salientar a importância da discussão de hoje, pois é nela onde primeiro enfatizarei a maior força de união da sociedade: a culpa.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">A forma como um indivíduo encara a esperança é, na maioria das situações, a forma com que ele encara a responsabilidade. Quando uma pessoa escolhe acreditar que Deus resolverá seus problemas, ela diz que Ele é responsável por isso, enquanto ela cumpra a sua parte. Outra pessoa que, ao contrário, acha que seus problemas não vão se resolver (como eu expliquei, esse tipo de crença não invalida a felicidade do indivíduo), acredita que existem atores externos a si (ou até internos, mas imutáveis) que lhe impedem a resolução.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Creio que as vantagens da primeira opção sejam mais claras. Depositando a responsabilidade da resolução dos problemas a um ser onipotente e às próprias atitudes de bondade (o que é bastante relativo, e muitas pessoas têm um nível de exigência muito baixo nesse sentido), a preocupação tende a diminuir, visto que tudo já parece estar encaminhado. Por isso esse modo de pensar é tão acolhido mundialmente, ele ajuda as pessoas a viverem vidas mais leves. O outro modo de pensar, contudo, parece-me mais útil socialmente e menos para o indivíduo. Quem acredita que os problemas não vão se resolver tem duas alternativas principais: entra em depressão e passa a usar drogas, suicida-se ou algo do tipo <strong>ou</strong> começa a se dedicar a algo importante que acredita que possa mudar para melhor. E sabemos que esse tipo de meta é extremamente &#8220;rentável&#8221; para o mundo, já que as grandes invenções vieram justamente dessa crença.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Porém, devo lembrar-lhes que os humanos não podem ser simplesmente classificados como tendo essa ou aquela forma de pensar a esperança. Os homens são misturas desses dois tipos de pensamento, sendo que normalmente um domina. As pessoas que seguem os extremos de qualquer modo de pensar podem tornar-se perversos (psicopatas, por exemplo), suicidas, anti-sociais, enfim.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">O que seria então o mais saudável, o que um terapeuta deve procurar estimular? É comum acreditarmos que o psicólogo deve nos &#8220;ajudar a ser feliz&#8221; e ponto final. Não queremos entrar num consultório e ouvir que temos que trabalhar mais, que estamos sendo preguiçosos&#8230; Queremos que ele nos reforce nosso primeiro modo de ver a esperança, para sairmos de lá leves. Contudo, acho que também não desejamos que nos digam que todas as nossas atitudes são ideais (afinal, não há tanto realismo nisso, e não vamos ficar felizes sentindo que os elogios que nos fazem são mentiras).<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Então, creio que tender <em>levemente</em> para a auto-responsabilização seja o mais indicado, para que, mesmo sabendo os momentos de viver a leveza, o indivíduo consiga responsabilizar-se o suficiente para cumprir a enorme demanda de papéis sociais que precisa desempenhar e ainda ter o desejo de ir além, de destacar-se. Isso <em>se</em> for desejo da pessoa viver inserida numa sociedade de capitalismo informacional como a nossa.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Hoje fico por aqui. Em breve discutiremos mais a fundo a culpa.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/56/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=56&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esperança</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 23:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para continuar conceituando as relativizações das Linhas de Crença, hoje falarei um pouco a respeito de esperança. Não pretendo tratar a esperança como um sentimento, acredito que ela seja um tipo de análise das situações (e, portanto, faz parte da segunda relativização, pois é um filtro). Os sentimentos gerados por esse tipo de análise normalmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=51&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para continuar conceituando as relativizações das Linhas de Crença, hoje falarei um pouco a respeito de esperança. Não pretendo tratar a esperança como um sentimento, acredito que ela seja um tipo de análise das situações (e, portanto, faz parte da segunda relativização, pois é um filtro). Os sentimentos gerados por esse tipo de análise normalmente são calma, excitação, ou até mesmo ansiedade. Cada um, portanto, reage à esperança de forma peculiar.</p>
<p>Deparar-se com uma situação injusta, diante da qual nos sentimos impotentes, nos dá poucas possibilidades de ação. É possível que passemos a imediatamente a visualizar dentro de nossas mentes um futuro cheio de momentos de dor, onde aquela situação injusta nos legou a fracassos sucessivos e não conseguimos sair deles, por mais que tentássemos. Contudo, podemos <strong>encontrar um bom motivo lógico para acreditarmos</strong> que, ou aquela situação será sanada (seja por nós próprios ou não) ou, mesmo que não o seja, isso não terá importância. Isso é esperança, a procura e o encontrar desse motivo lógico que mudará nosso quadro mental de futuro para melhor.</p>
<p>Todo ser humano que interage socialmente utiliza-se diariamente desse mecanismo. Negar ou não encontrar um motivo lógico para crer num futuro melhor (essa é uma das crenças mais básicas de um indivíduo) deixa o indivíduo em profunda depressão. Alguns leitores podem perguntar-ser coisas como: mas e os pessimistas, e as pessoas que evitam pensar em problemas, porque eles não estão em depressão? Eu respondo que ambos têm esperança num futuro melhor.</p>
<p>O cérebro humano é extremamente relativista. Enquanto uma pessoa diz, com muito fervor, que acredita que a pena de morte deva ser aceita, ela muito possivelmente está visualizando em sua mente uma pessoa inocente sofrendo. Perceba que o pensamento da pena de morte é contraditório em si só, porque matar um alguém para que este alguém não mate, por exemplo. Não quero fazer um julgamento de um assunto tão polêmico, mas apenas enfatizar o quanto uma pessoa pode olhar por apenas um ângulo.</p>
<p>Dito isso, posso agora voltar aos pessimistas e às pessoas que evitam pensar em problemas. A maioria dos pessimistas acreditam que as coisas vão dar errado porque necessitam de diversos pré-requisitos para tal, e eles não serão atendidos. Ou seja, quando uma pessoa diz que a humanidade está perdida e nunca irá melhorar, na verdade ela quer dizer que as atitudes sociais (na verdade, que algumas atitudes sociais específicas) não são ideais (para o que acredita). Contudo, se essa pessoa ainda vive socialmente e é feliz, é porque as coisas estão bem o suficiente para tal. Digamos que esse indivíduo vá trabalhar todos os dias (por mais que não acredite numa promoção, acredita que o dinheiro no fim do mês lhe trará conforto, ou ao menos lhe livrará da culpa de deixar a família na miséria), assista tv (e reclame da programação veementemente, mas ao mesmo tempo sinta-se totalmente envolvido com tudo aquilo que diz odiar) e converse com os filhos (que vive dizendo que estão destruindo as próprias vidas, mas cujas argumentações lhe deixam orgulhoso). Ou seja, esse ser humano não acredita em nenhum problema que seja importante o suficiente, ou que aconteça a tempo de tornar seu futuro insuportável. Se acreditasse, ele estaria em depressão.</p>
<p>Quanto às pessoas que evitam pensar em problemas, o modo de pensar é exatamente o oposto. Elas entregam a responsabilidade da resolução daquele problema a algo (ou a si próprias no futuro, ou a um Deus, ou a outra pessoa, etc), acreditando com extrema segurança que esse algo dará conta do recado. Esse modo de pensar é muito otimista, dando origem muitas vezes a um indivíduo que se sente constantemente em paz. A esperança, nesse caso, é um filtro muito mais simples de se entender do que no caso pessimista.</p>
<p>Hoje fico por aqui. No próximo post veremos as vantagens e as desvantagens dos dois tipos de esperança acima destacados.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/51/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=51&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ato Harmônico</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 01:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como prometido, iniciarei uma expansão que vai ajudar na compreensão das relativizações. Hoje me empenharei em esclarescer mais um dos tópicos que considero praticamente intuitivo, mas essencial para se responder, futuramente, a polêmicas perguntas a respeito da mente. Este tópico é sobre o ato harmônico, que está intimamente relacionado à vertente variedade na relativização por crença. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=47&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como prometido, iniciarei uma expansão que vai ajudar na compreensão das relativizações. Hoje me empenharei em esclarescer mais um dos tópicos que considero praticamente intuitivo, mas essencial para se responder, futuramente, a polêmicas perguntas a respeito da mente. Este tópico é sobre o ato harmônico, que está intimamente relacionado à vertente <strong>variedade</strong> na relativização por crença.</p>
<p>O ato harmônico é um consenso. É uma junção de diversos elementos que dizem a mesma coisa. Todo ser humano socialmente colocado entende e utiliza esses elementos, que podem mudar a partir do círculo social de cada um. &#8220;Anatomicamente&#8221; falando, o ato harmônico mostra-se a partir de:</p>
<ol>
<li>Tom de voz.</li>
<li>Expressões faciais e corporais.</li>
<li>Escolha das palavras.</li>
<li><strong>Seleção      de tipos de argumento específicos</strong><strong> </strong></li>
<li><strong>Temas      abordados.</strong><strong> </strong></li>
</ol>
<p>Os três primeiros tópicos eu passei a perceber devido à leitura de livros sobre linguagem corporal e programação neurolingüística (segue uma curta bibliografia no fim do tópico). Os dois últimos, aos quais irei me ater com mais aprofundamento, foram pensamentos meus.</p>
<p>As comunicações humanas, creio inclusive que todas (corrijam-me caso eu esteja me enganando), passam por um ou mais desses elementos contidos na lista acima. Uma mensagem coerente, ainda que una mais de um deles, diz a mesma coisa em todos os elementos, ou diz coisas que concordem com a informação principal. Ou seja, um político que deseja falar sobre preservação ambiental (com a intenção de passar a imagem de um homem precavido, moderno e responsável) pode escolher um tom de voz levemente enérgico, com gesticulação próxima ao corpo no início do discurso, mas que vai se afastando com a expansão da argumentação. Seu rosto pode estar franzido (concentrado), enquanto ele utiliza-se de palavras como &#8220;proteger&#8221;, &#8220;futuro&#8221;, &#8220;netos&#8221;, &#8220;natureza&#8221;, &#8220;paz&#8221;, &#8220;beleza&#8221;, expressões como &#8220;plantar para colher&#8221;, &#8220;desfazer o mal&#8221; e argumentos que desvalorizem a filosofia consumista/industrial (o que, inclusive, pode ser o assunto principal sem que percebamos) ou que reforcem a responsabilidade para com as próximas gerações. Por fim, pode ser que ele evite abordar a questão do desenvolvimento da economia do país, já que a preocupação ecológica muitas vezes desacelera um pouco a indústria. Então, alguns temas ficarão de fora dessa discussão, até que entre um outro político de visão oposta para abordá-los.</p>
<p>Esse é um exemplo possível de ato harmônico, onde a platéia que assiste ao discurso percebe apenas a importância da preservação ambiental, mas na verdade está recebendo um estímulo altamente diversificado que, na realidade, quer dizer &#8220;eu estou defendendo uma idéia que a sociedade deseja&#8221;. Lembremos que se a sociedade deseja (e isso inclui a mídia, a política, a educação e, consequentemente, grande parte da população), a platéia também deseja, e, mesmo que intuitivamente, o político sabe disso.</p>
<p>Com esse post não quero dizer que não existiriam outras milhares de possibilidades desse indivíduo fazer seu discurso, abordando diversos outros temas, argumentos, palavras, expressões e tons de voz. Contudo, quero dizer sim que existem diversas combinações que ele pode usar e diversas que ele não pode. É exatamente como um jogo de xadrez, onde tirar uma peça de um lugar e por em outro significa desproteger um número enorme de casas, proteger um outro número assustador e ainda atacar várias peças e áreas do oponente. Tudo é muito maleável, mas exige uma adequação perfeita à norma para alcançar o objetivo da mensagem.</p>
<p>Hoje fico por aqui, até breve.</p>
<p>* Livros:</p>
<p>Poder sem Limites. Anthony Robbins, 6ª edição, Editora Best Seller, 2007.</p>
<p>O Corpo Fala. Pierre Weil e Roland Tompakow, 52ª edição, Editora Vozes, 2001.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=47&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Transferência de Sentimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 15:19:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Havia planejado pra hoje escrever um pouco a respeito da relativização por estímulo, dando alguns exemplos importantes. Contudo, motivos pessoais me fizeram lembrar de uma tecnologia da memória que tem tudo a ver com o que estamos discutindo. Então, priorizarei a discussão desse tema e deixarei a relativização por estímulo – que, afinal, eu já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=42&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:8pt;">Havia planejado pra hoje escrever um pouco a respeito da relativização por estímulo, dando alguns exemplos importantes. Contudo, motivos pessoais me fizeram lembrar de uma tecnologia da memória que tem tudo a ver com o que estamos discutindo. Então, priorizarei a discussão desse tema e deixarei a relativização por estímulo – que, afinal, eu já conceituei – para um outro momento.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Como vimos, as lembranças mais recorrentes são aquelas ligadas a momentos importantes emocionalmente ou aquelas que têm muitas analogias com o nosso cotidiano. Sabemos também que, como tudo na nossa mente, esse processo não é unilateral. Com isso quero dizer que tanto os momentos de muita emoção são facilmente lembrados quanto a lembrança desses momentos gera uma forte emoção. A questão é que uma emoção não se desfaz instantaneamente, principalmente se aquela memória ficar se repetindo na nossa mente insistentemente (relativização por estímulo, variante constância). Sabendo disso, temos que um momento pode ser influenciado pela memória sentimental de outro.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Retomando o exemplo do funcionário e seu chefe, utilizado no post anterior (<a href="http://subjetividadematematica.wordpress.com/2009/09/29/relativizacoes-da-linha-de-crenca/">http://subjetividadematematica.wordpress.com/2009/09/29/relativizacoes-da-linha-de-crenca/</a>), imaginemos que aquele, assim que terminar de revisar os arquivos de banco de dados, saia do trabalho e alguém, acidentalmente, bata na traseira de seu carro.  Não podemos classificar esse evento como uma relativização de estímulo, pois saímos da experiência com o chefe. Contudo, podemos estar certos que aquele sentimento de ultraje que o funcionário tinha sentido e que ainda não havia sido debelado, agora será multiplicado exponencialmente. É muito provável que a atitude escolhida dessa vez seja mais extrema que da última, e os diversos pensamentos que passarem pela mente do indivíduo serão contaminados pelo forte sentimento de ultraje, gerando diversas frustrações e, certamente, uma análise diferenciada das possibilidades de ação.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Digamos que o indivíduo consiga resolver o problema com o seguro, e quando chegar em casa seus filhos adolescentes tenham feito uma festa com os amigos e deixado tudo sujo. Esse problema, que em outro dia faria com que ele apenas chamasse os garotos, reclamasse com eles em um tom severo, mas não agressivo e mandasse-os limpar tudo, agora poderá fazer com que esse pai grite, use de violência física, ou, ao contrário, deixe tudo sujo como está e vá para o quarto, ou crie uma nova crise de culpa e arrume tudo sozinho. Enfim, a atitude não é previsível, mas provavelmente será diferente da que ele teria se estivesse com o humor controlado.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">O mais interessante da transferência de sentimentos, ainda, são as suas consequências. É comum haver uma mudança permanente em alguma atitude devido a uma simples transferência. Usando o exemplo do funcionário, é possível que a partir desse dia ele decida ser extremamente severo com os filhos, e o seja por anos. Creio que seja por uma consciência quase intuitiva desse conceito que muitas pessoas costumam utilizar-se de respirações e interrupções com pensamentos positivos para sair de um estado emocional.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">A psicologia deve dedicar-se a descobrir as maneiras mais efetivas de se cortar estados emocionais perigosos, ou de como utilizá-los de forma positiva.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=42&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Relativizações da Linha de Crença</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 22:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedroferreira1223</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crença]]></category>
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		<category><![CDATA[Interpenetração de Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Linha da Crença]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<category><![CDATA[Personalidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje falaremos sobre as relativizações que ocorrem numa Linha de Crença, reforçando ou atenuando seus pilares – o que é um dos motivos que faz com que uma pessoa goste demais de esportes enquanto outra só pensa em ser cantora de heavy metal. Para tal, devo lembrar que ontem falei um pouco sobre duas propriedades [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=31&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:8pt;">Hoje falaremos sobre as relativizações que ocorrem numa Linha de Crença, reforçando ou atenuando seus pilares – o que é um dos motivos que faz com que uma pessoa goste demais de esportes enquanto outra só pensa em ser cantora de heavy metal. Para tal, devo lembrar que ontem falei um pouco sobre duas propriedades da memória que ajudam na formação da personalidade do indivíduo. São elas a analogia e a ligação sentimento-lembrança. Saber disso nos ajudará a entender a estrutura das relativizações.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">A primeira é facilmente compreensível: quanto mais forte e constante for o estímulo, mais forte e constante será o sentimento e, consequentemente, a atitude. Ou seja, se um chefe, uma vez por mês, pede a um funcionário que ele faça uma revisão desnecessária em arquivos já antes revisado, é possível que ele tolere. Agora, o que aconteceria se ele o mandasse, todos os dias, revisar três vezes cada um dos arquivos de bancos de dados da empresa e, quando o funcionário questionasse a necessidade disso, ele o lembrasse daquela escova de dentes que ele deixara de contabilizar no ano retrasado? O funcionário provavelmente ficaria bastante irritado. Esse exemplo, além de deixar clara a importância da intensidade de um estímulo, questiona uma outra importante vertente dessa relativização, que eu posso chamar de contribuições. Afinal, o problema não é apenas o chefe ter pedido um absurdo, mas <em>também</em> ter utilizado como um argumento uma falha considerada pequena pelo funcionário, um certo tom de voz que não foi o mais sensível, uma expressão facial ou corporal de rejeição. É também possível existirem caracteres físicos no chefe ou no local que lembram momentos irritantes (propriedade de analogia da memória), etc. O fato de o funcionário ficar bastante irritado, portanto, deve-se a estímulos <strong>fortes</strong>, <strong>constantes</strong> e <strong>variados</strong>. Essas são as três vertentes da relativização por estímulo.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">A segunda relativização diz respeito ao sentimento. É aí que entra, com grande peso, a propriedade da ligação sentimento-lembrança. Se o funcionário do parágrafo anterior for um indivíduo que teve diversas experiências que marcaram nele um exagerado sentimento de culpa, a reação dele será uma. Se, ao contrário, ele tenha sempre aprendido o valor da paciência para resolver problemas interpessoais, ele reagirá de outra. Então a memória de uma pessoa faz com que ela tenha uma reação emocional diferente de outra pessoa, mesmo que as duas encarem o mesmo fato. Aqui não é mais o estímulo que importa, mas os filtros que cada um utilizará para sentir-se desta ou daquela forma.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">A terceira e última relativização eu acredito ser bastante complexa, e está intensamente ligada às duas anteriores, podendo-se, caso não se tenha cuidado, confundi-las. Para se escolher uma atitude em vez de outra, não basta sentir-se de uma forma específica, é preciso também acreditar que aquela atitude levará a um prazer (ou à fuga de uma dor). Se o funcionário citado anteriormente sentir-se ultrajado pela atitude do seu chefe, ele pode agir de forma agressiva, pode falar mal do chefe pelas costas ou pode voltar a fazer o trabalho pacientemente (entre muitas outras possibilidades de atitude). Ou seja, mesmo havendo um mesmo estímulo e um mesmo sentimento, as atitudes podem ser diferentes. O funcionário deseja (e isso é uma constante) obter prazer e fugir da dor, a vida lhe mostrou formas variadas de fazê-lo, e ele, a partir de suas experiências, passou a acreditar que uma ação específica seja a ideal pra esse caso. Ele pode fugir do problema, faland mal do chefe (e, consequentemente, retirando o sentimento de culpa de si), pode enfrentar o problema de forma agressiva (também direcionando os sentimentos negativos ao outro) ou pode voltar ao trabalho pacientemente (se puder arranjar um bom argumento para acreditar que esse é o seu dever, e que será recompensado se o fizer de forma correta). Qualquer atitude que seja, é uma forma de encontrar prazer e fugir da dor – acho que Freud estava no caminho certo em relação a isso.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:8pt;">Hoje fico por aqui, com a pretensão de me aprofundar bastante em cada uma dessas relativizações daqui pra frente.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/subjetividadematematica.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/subjetividadematematica.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/subjetividadematematica.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/subjetividadematematica.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/subjetividadematematica.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/subjetividadematematica.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/subjetividadematematica.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/subjetividadematematica.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/subjetividadematematica.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/subjetividadematematica.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/subjetividadematematica.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/subjetividadematematica.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/subjetividadematematica.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/subjetividadematematica.wordpress.com/31/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=subjetividadematematica.wordpress.com&amp;blog=9609694&amp;post=31&amp;subd=subjetividadematematica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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